Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

terça-feira, março 04, 2008

e no teu ventre planto os sonhos

encosto o futuro à tua testa
com a suavidade
com que as rolas tecem o voo da vida
e o milho ama a terra túrgida
e dessa maneira simples e possível
desembarco em ti no passado
sempre que por ti franqueio o presente
e no teu ventre planto os sonhos

3 Comments:

  • At terça-feira, março 04, 2008 9:13:00 da tarde, Blogger micas said…

    Divino!

    Que os sonhos sejam sempre de futuro, capinados no presente.

    Que o passado seja só uma doce memória...

     
  • At quinta-feira, março 06, 2008 9:35:00 da manhã, Blogger Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    No meu ventre
    teus sonhos germinam
    com asas de papel
    com semânticas de sossego
    com indecencias aliciantes

    No meu ventre
    encostada a valsa da liberdade
    gero-te em precípicios de cor
    antes do vôo e depois do adeus
    sem celas e nem correntes.
    Nasces aos poucos...
    Rompes com tudo...
    Ousas gritar com a alma...

    No meu ventre
    tú es igual a mim
    na vontade
    no tamanho
    no momento
    no perfume
    nos amores

    No meu ventre
    essa necessidade esquecida
    apressa os passos
    arremassa a placenta da morte
    cumpre professias

    No meu ventre
    És vida! És meu! És eu!

     
  • At domingo, março 23, 2008 3:01:00 da manhã, Blogger ~*Ray*~ said…

    Linda a fusão do presente, passado e futuro!

    Um abraço

     

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