Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, junho 28, 2008

quente e doce

amo serte quando
quente e doce
total e aberta
enseada onde me ancoro
destino onde me resguardo
emprestas à madrugada
o selo húmido da entrega

sabe que cada partícula do sémen
é uma carta de amor que te escrevo

sexta-feira, junho 06, 2008

no capim somo-nos

destravo o futuro
ao cheiro doce e forte do carvão
(lá fora encostado ao infinito)

na savana burilo-te
no capim somo-nos

terça-feira, junho 03, 2008

ventre e parto

tenho por costume culimar a memória
e aí semear as sementes do teu corpo
e enquanto faço isso à janela do acto
construo no desvelo e pela urgência
a esteira na qual serás ventre e parto

domingo, junho 01, 2008

dos dias que nos nascem

é assim:
deito-te no areal
lá onde te infinito
e lentamente
desabotoo cada um dos teus sentidos

como vês
desta maneira madrugo nas palavras
o útero dos dias que nos nascem