Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

quinta-feira, julho 24, 2008

savano-me

savano-me para que me saibas lonjura
oceano-me para que me saibas em cada onda
doisponto-me para que me saibas parágrafo
virgulo-me para que me saibas sem ponto final

por isso hoje inventei o três:
o um para ti
o dois para mim
o três tu-eu para o futuro

domingo, julho 13, 2008

esculpi o limbo da vida

malandro os sentidos
para que se esqueçam da razão
no exacto momento em que tu
silhueta dos instantes
passas entre vertigem e futuro

(esculpi o limbo da vida
por saber que a ti chegarei)

domingo, julho 06, 2008

algemei as sombras

algemei as sombras
para que o sol se pudesse vestir
semeei os instantes no futuro
para que o tempo pudesse nascer
colei o rio no horizonte
para que as margens pudessem repousar
inventei o Índico
para que as acácias pudessem florir
fiz-me habitar este poema
para que soubesses que existo