Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

domingo, julho 06, 2008

algemei as sombras

algemei as sombras
para que o sol se pudesse vestir
semeei os instantes no futuro
para que o tempo pudesse nascer
colei o rio no horizonte
para que as margens pudessem repousar
inventei o Índico
para que as acácias pudessem florir
fiz-me habitar este poema
para que soubesses que existo

2 Comments:

  • At quinta-feira, julho 10, 2008 10:26:00 da manhã, Blogger Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    Sei que existes
    para além de um sol quebrado
    muito além de minhas sombras algemadas

    Colo-me aos dias, no fim de cada horizonte
    repouso diluida, sendo gota no índico
    e terra que te germina em musgo e suor

    Vagamente, habitas neste poema
    como prece de um sobressalto de sementes
    amarro nos seios a saudade de um tempo por vir

    Em cada resposta do ser, a palavra de viveres em mim
    cumplicidades de uma fome que nos arrebenta os poros
    a liberdade, de querer estar presa sempre... a ti.

     
  • At sexta-feira, julho 11, 2008 1:59:00 da tarde, Blogger Anja Rakas said…

    Quando há cumplicidade nas palavras,
    Quando há concordância nas sílabas,
    Um mundo cria-se onde só pertence quem se completa.

    P.S. perdoa a invasão!

    bjs angelicais

     

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