Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

sábado, novembro 15, 2008

sentado à entrada da tua alma

(para a mulher das massalas pequeninas)


quando as horas desfilam em seu jeito
de âncoras das coisas imutáveis

(tacteando a folhagem dos instantes
roçando a polpa dos devires
ciumentas que são da mudança)

tenho por costume perguntar
às capulanas de cada noite
em seus doces requebros
onde puseram elas aquela silhueta
que tinha por hábito fazer-se sonho
e por essa via te produzia inteira e desnuda
lá onde eu escrevia o destino
sentado à entrada da tua alma