Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

remudancemos a vida

Por vezes nada custa introduzir um pouco de suave ironia nas coisas do amor. Assim:

andam gentes frenéticas em seu carros mudançando
na crença errada de que as mudanças são dos carros
mas apenas tu e eu sabemos
que as mudanças são coisas damor
com a primeira lábioamonos
com a segunda descemonos
com a terceira aceleramonos
com as outras velocidades
que sempre são muitas nas ternas coisas do amorar
eternizamonos com a alma no horizonte
tudo sem travessão tudo sem perímetro

vamos remudancemos a vida em seu jeito docefluvial
embraiemos como os barcos fazem às velas