Diário de um poeta

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

terça-feira, agosto 10, 2010

a leveza das hipóteses

quando tiro as rugas às coisas
dou-lhes a juventude escanhoada das possibilidades
assim enxerto em tudo a doçura dos atalhos
assim embuto em tudo a leveza da hipóteses

desvão de um dia

o que somos afinal
senão o ténue sulco
de uma saudade doce e inútil
esquecida no desvão de um dia
a que (teimosos) chamamos vida?

sexta-feira, agosto 06, 2010

encostado à noite

encostado à noite que irá chegar
envolvente como os ninhos das aranhas
folheio os instantes frescos
que habitam a varanda das acácias
e com o olhar crio o Índico
e com o Índico irrigo este poema

domingo, agosto 01, 2010

Mudança

Decidi hoje alterar o título desta blogue, criado em Maio de 2006. Tornou-se no meu terceiro diário, o diário de um poeta. Talvez com este sangue novo eu retome a produção de poemas.